18/05/2014 08h30
- Atualizado em
18/05/2014 08h47
Parceria estimula produção de alimentos orgânicos em SP e MG
Pelo modelo de produção, o consumidor torna-se parceiro do produtor.
Lavoura não recebe produto químico ou adubo sintético.
Uma parceria inovadora ganha força no campo. Os
agricultores recebem dos consumidores para produzir e garantem o
fornecimento de produtos orgânicos. Pelo novo modelo de produção
agrícola o consumidor torna-se parceiro do produtor. A proposta é que o
produtor consiga abastecer com alimentos um grupo de até 400 pessoas.
A implantação do CSA começou por Botucatu,
no centro-oeste paulista. A sigla, vinda do inglês, pode ser traduzida
como ‘parceria entre produtor e consumidor’. Esse conceito de produção,
que nasceu na Alemanha no início do século passado, foi trazido da
Europa por Hermann Pohkmann, um artista plástico que mora na zona rural
da cidade.
A proposta do sistema é que o produtor consiga abastecer com alimentos
um grupo de até 400 pessoas e o agricultor pode vender por fora o
excedente do volume contratado. A lavoura não recebe produto químico,
adubo sintético nem sementes geneticamente modificadas.
O agricultor Marcelo Veríssimo, que apostou no sistema, arrenda uma
área de 12 hectares onde trabalha com a família e dois funcionários. A
maior vantagem em aderir ao CSA é a certeza da venda. "É uma garantia
pra gente que a gente vai receber de dezembro a dezembro”, diz.
Os participantes se comprometem a permanecer no projeto por pelo menos
seis meses. Os co-produtores, como são chamados , depositam na conta
bancária do agricultor um valor referente aos produtos que receberão
durante um mês. A taxa varia entre R$ 73,00 e R$ 130,0 dependendo do
volume de alimentos que uma família necessita.
Os produtos que saem do sítio são levados a um ponto de comercialização
em uma casa da cidade, de onde os membros retiraram produtos uma vez
por semana. A agrônoma Cynthia Zanotto anota o que há disponível para o
grupo.
A cesta mínima, chamada de cota, tem sete itens e os co-produtores
nunca sabem o que irão receber. A montagem depende da produzido do
período. Os alimentos são divididos conforme a quantidade comprada pelo
associado. Três cotas por semana são suficientes para uma família de
quatro pessoas. Cada consumidor se serve, pesa os alimentos e leva na
própria sacola. A cesta do CSA custa em média a metade do preço de uma
equivalente orgânica no supermercado.
A produção do sítio do agricultor Marcelo Veríssimo serve ainda
associados de outras cidades da região. São pessoas em busca de um novo
conceito de produção agrícola, com mais respeito ao produtor e meio
ambiente.
O CSA tem pontos de distribuição em sete cidades de São Paulo. O sistema também já foi implantado em duas cidades de Minas Gerais.
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